Psicóloga, Facilitadora e Helper de Pathwork®

Psicóloga, Facilitadora e Helper de Pathwork®

ATENDIMENTOS INDIVIDUAIS E EM GRUPO NA METODOLOGIA PATHWORK®

COMO POSSO TE AJUDAR

Olá! Sou Psicóloga, Facilitadora e Helper de Pathwork®. Durante sete anos me dediquei e atuei na área da Psicologia Organizacional. Paralelamente, também atuava na área da psicologia clínica como voluntária. Ao final desse período, passei...

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Eva Pierrakos

“Essa voz – seja lá o que ou quem fosse – possuía uma sabedoria superior à de qualquer outra que eu tivesse encontrado anteriormente. […] De maneira gradual, segura, inabalável, suas orientações chegaram às profundezas...

Conheça o método Pathwork®

Diferencial deste caminho  Este caminho ajudará você a ver a si mesmo e à vida sob uma nova luz, independentemente do lugar onde resida, da profissão que exerça, dos problemas que tenha e da idade...

COMO POSSO TE AJUDAR

Olá! Sou Psicóloga, Facilitadora e Helper de Pathwork®. Durante sete anos me dediquei e atuei na área da Psicologia Organizacional. Paralelamente, também atuava na área da psicologia clínica como voluntária. Ao final desse período, passei por uma crise que me despertou para uma necessidade de mudar de direção e deixar para trás a área organizacional.

 Em julho de 2008 o livro “Não temas o mal” (Eva Pierrakos) chegou em minhas mãos. A leitura deste livro me impressionou por sua clareza e profundidade. Não tinha dúvidas que era um caminho sem volta. Percebi que precisava de ajuda para compreender as transformações que começaram acontecer comigo. A partir daí, ingressei em um grupo de estudos de Pathwork, e, desde então não parei mais.  Em maio de 2014, concluí o Programa de formação para Facilitadora e em março de 2019 concluí a formação como Helper de Pathwork®*. 

O QUE É UM HELPER?

Ser um Helper, é um ato de amor e um compromisso em cuidar de outra alma. O termo helper aplica-se a todos que concluíram o Programa Pathwork® de Transformação Pessoal (PPTP) fase I (14 módulos) e fase II (9 módulos). É preciso ser certificado para atuar com a metodologia do Pathwork®, aplicando, no trabalho com grupos ou nos atendimentos individuais, as técnicas teórico-vivenciais próprias da metodologia do Pathwork®, conforme o Regimento do Pathwork® Brasil. É, antes de qualquer coisa, assumir um compromisso interno consigo de buscar a clareza e a convicção mais profunda dos próprios dons e potencialidades. A condição fundamental para ser um Helper do Pathwork® é continuamente se aprofundar no processo pessoal de autopurificação e transformação.  Entre outras coisas, praticando revisão diária, meditação, supervisão, desenvolvendo a intuição e aprofundando seu canal de conexão com o Divino. Mais informações acesse http://www.pathworkbrasil.com.br/duvidas-frequentes.php 

Como Helper, honramos um contrato espiritual sagrado com cada indivíduo que busca por ajuda, e nos comprometemos com algo maior do que nós mesmos. Somos testemunhas de um processo santo, servindo ao objetivo maior de ajudar cada um, na autorrealização do seu âmago divino.

HABILITADA NO MÉTODO DE TRABALHO 50/50

 Em março de 2023, concluí o Programa de Treinamento denominado 50/50 conduzido pela Helper americana Theresa McGahran. Este método é baseado no trabalho desenvolvido por Moira e Bert Shaw: ” O coração do trabalho 50/50 é o estado de transição da consciência humana (50/50). Nesse estado, você aceita a vida como a encontra. Nesse estado, você aceita totalmente a realidade dualística. Mas você reconhece simultaneamente a nova visão evoluindo através do nevoeiro. Gradualmente, você se torna indefeso. Gradualmente, você “aceita a vida em seus termos”. Gradualmente, no processo, você se torna ‘completa e meramente humano”. (Moira Shaw).

MEUS APRENDIZADOS

 Percorrer este caminho de autoconhecimento vai muito além do acúmulo de conhecimento intelectual; é um desafio diário e contínuo que envolve um compromisso em vários níveis. Dizer sim para essa ajuda, me proporcionou uma completa mudança de percepção a respeito da minha vida, meus problemas, conflitos e não realizações. A compreensão gradativa de como especificamente criei certas circunstâncias de vida, foi uma chave que me proporcionou a liberdade de fazer novas escolhas e me responsabilizar pela minha realização.

Aprendi que posso contar com orientações específicas em cada fase deste caminho e que a ajuda externa é imprescindível.

Experimento menos medo de sentir sentimentos desconfortáveis e mais entusiasmo e abertura para aprender com as diversas experiências do cotidiano.

Aprendi a importância da auto-observação e desenvolvi a capacidade de colocar o foco em minhas próprias reações, pensamentos e sentimentos ao invés de me superconcentrar nos eventos externos.

Isso me permitiu tomar consciência do meu poder de fazer escolhas mais construtivas e reconhecer que minha vida realmente é um retrato fiel da minha realidade interior.

Aprendi que o prazer de me encarar não se compara com o prazer negativo de fugir de mim mesma.

Aprendi a aceitar as aparentes recaídas, ciente que a jornada está constantemente se reiniciando de um novo lugar interior.

Compreendi que a meta é constantemente fortalecer minha identificação com o Eu que é capaz de nomear os diversos aspectos da minha consciência que se manifestam tanto nas minhas qualidades quanto nas minhas temporárias distorções. E acima de tudo, reconhecer que o que quer que eu me depare em meu interior, não me define. Que posso me apoiar seguramente no meu poder inato de invocar ajuda, fazer novas escolhas, aceitando temporariamente o aqui e agora imperfeito. E que isso não significa adotar uma atitude resignada e passiva. Pelo contrário, ao compreender causa e efeito, posso assumir a responsabilidade de escolher me mover em uma nova direção de forma realista, passo a passo.

Vejo meu caminho se desenrolando, e descubro que o que antes acreditava a meu respeito, pode ser desconstruído a qualquer instante, em situações mais corriqueiras que me ensinam a humildade, a exercitar a paciência, a espera, a descobrir que a realidade não coincide com a imagem ilusória que criei a meu respeito.

Foram muitos os desafios até me dar conta da necessidade mais recente: comunicar meus sentimentos, meu ser, minha criatividade, meus talentos e pagar o preço de transcender os impedimentos um a um no que se refere a minha autoexpressão.

Além de inspirar e partilhar com você, não só conteúdos desse material de profundidade inigualável, desejo que você tenha a oportunidade de conhecer na prática os resultados desse caminho. 

ATENDIMENTO INDIVIDUAL 

  • Não é psicoterapia, apesar de que alguns aspectos deste caminho de trabalho lidam com áreas com as quais a psicoterapia também lida.
  • O objetivo deste caminho não é curá-lo de doenças mentais ou emocionais, apesar de ele fazer isso muito bem – isso ocorrerá na medida em que fazemos o trabalho. Mas não deve ser esse o motivo para entrar no caminho.
  •  Não é um refúgio que promete a possibilidade de evitar as áreas problemáticas.
  • Não entre nesse caminho se você espera que ele o faça esquecer a tristeza e a dor, ou atenuar aqueles aspectos da sua personalidade de que você gosta menos ou decididamente não gosta. Você não está certo ao acreditar que é irremediavelmente mal por causa deles.

 QUAL O OBJETIVO FINAL DESSE CAMINHO?

 Iniciamos essa jornada apoiados na verdade de que tudo que se possa precisar existe dentro de nós em total e completa perfeição. Esse potencial é uma realidade. Descobrir o CAMINHO DE VOLTA a esse potencial original, onde essas possibilidades se tornam realidade, que trata o Trabalho (Work) do Caminho (Path).

 O QUE SÃO GRUPOS DE PATHWORK®? 

 Grupo de pessoas que se reúnem com a finalidade de estudar e aplicar em suas vidas os ensinamentos contidos nas 258 palestras, sistematizadas por Eva Pierrakos (1957-1979). 

COMO FUNCIONA? 

 A palestra a ser estudada é enviada com antecedência aos participantes para que possam ter a oportunidade de ler, identificar suas dúvidas e compartilhar no contexto do grupo suas percepções. Durante os encontros, a palestra é abordada teoricamente pelo Helper/Facilitador e são aplicados exercícios que ajudarão os participantes a assimilar melhor os conceitos e aplicarem em sua própria vida. Uma sessão de grupo consiste de:

 1ª. Parte – harmonização no início do grupo

2ª. Parte – O processo de trabalho

3ª Parte – Encerramento

 BENEFÍCIOS DE ESTAR EM UM GRUPO

 1 – É um espaço que incentiva o exercício da autoaceitação de quem você é e de onde está na sua jornada de evolução; 

2 – No contexto confidencial e íntimo do grupo, você é encorajado a se revelar e a exercitar a autoconfrontação sincera e amorosa, partindo da premissa de que a chave para a satisfação está dentro de você; 

3 – Por meio do estudo e aplicação dos conteúdos das palestras, você aprende a aceitar e a purificar os aspectos que rejeita de volta ao estado original de amor e beleza; 

4 – Você conta com a solidariedade, a escuta e o suporte em uma via de mão dupla no interior do grupo. É possível sentir na pele, a verdade de que não estamos sós na nossa caminhada. Que somos espelhos uns dos outros, mestres e aprendizes, simples e meramente humanos. 

5 – Quando nos abrimos com outra pessoa, as coisas tomam forma e adquirem uma clareza que nos falta quando ficamos apenas no terreno do pensamento, ou mesmo quando são passados para o papel. Além disso, um terceiro não envolvido pode ter um insight que naquele momento, muitas vezes não conseguiríamos ter, por estarmos profundamente envolvidos. Falar sobre a área problemática alivia a tensão, o que, por sua vez, libera uma valiosa energia, e as coisas são vistas por outra perspectiva. Alguma coisa começa a mudar por dentro, muito antes de percebermos. Alguma coisa é colocada em movimento quando recorremos deliberadamente ao nosso centro interior para obter respostas e orientação, e falamos sobre a área que apresentamos dificuldades. 

 COM QUE FREQUÊNCIA ACONTECEM OS ENCONTROS DO GRUPO? 

 Semanalmente – 2hs de duração 

 APROFUNDAMENTO 

 Após um período mínimo de 2 anos de participação em grupos de estudo, o(a) aluno(a) poderá se inscrever no Programa Pathwork® de Transformação Pessoal (PPTP) – Treinamento intensivo que tem por objetivo conduzir o participante a um nível bastante profundo de autoconhecimento, autoconsciência e autorresponsabilidade. 

 MEU COMPROMISSO

 Como Helper o que me move é o desejo de ajudar cada pessoa a preencher sua vida. Para isso, meu compromisso é me manter aberta e sintonizada com o caminho interno de quem busca minha ajuda. Este caminho pode ser comparado a um movimento em espiral. Isso nos dá a impressão muitas vezes de estarmos andando em círculos. No entanto, faz parte do processo fazer os mesmos reconhecimentos ou sequências de reconhecimentos, por muitas e muitas vezes, até que os círculos se tonem cada vez menores, finalmente convergindo para o ponto chave a partir do qual o problema pode ser efetivamente resolvido.     

 CONTATO 

Os atendimentos estão sendo realizados através da plataforma do Zoom por meio de videoconferência. Por gentileza, fique à vontade para entrar em contato comigo enviando uma mensagem no whatsApp. Terei prazer em atendê-lo(a). 

Conteúdo baseado nas Palestras

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Eva Pierrakos

“Essa voz – seja lá o que ou quem fosse – possuía uma sabedoria superior à de qualquer outra que eu tivesse encontrado anteriormente. […] De maneira gradual, segura, inabalável, suas orientações chegaram às profundezas da minha personalidade, chamando a atenção para bloqueios e problemas que eu nunca tinha visto antes. Isso durou muitos anos e foi equivalente a uma análise profunda. Também me foi indicado que este não era um tratamento ocasional, para remover determinados sintomas. Era um estilo de vida, desejável para qualquer pessoa que quisesse viver inteiramente, e essencial se meu dom fosse, algum dia, beneficiar outras pessoas. […] Uma das coisas mais importantes para mim era sempre expressar o pensamento e a intenção de usar este canal exclusivamente para o bem, para ajudar pessoas de acordo com a vontade de Deus, e sempre manter meus motivos isentos de quaisquer impurezas.” (Eva Pierrakos – Caminho para o Eu Real, 2012).

Charles Rotmil entrevista Eva Pierrakos

CHARLES: Poderia descrever o ambiente no qual cresceu?

EVA: Meu pai era um escritor muito famoso, nessa época. Mesmo depois de tanto tempo, ele ainda é relativamente famoso na Europa. Tínhamos um ambiente fantástico. Havia todos esses escritores, Thomas Mann, Bruno Walter, Herman Hesse, Arthur Schnitzler…que eram a elite intelectual de Viena. Eu desenvolvi um tipo de atitude anti intelectual como protesto, que provavelmente foi minha forma de rebelião. De certa maneira, esse era ao mesmo tempo, um ambiente muito bonito. Muito culto … tínhamos dinheiro sem sermos ricos, mesmo assim tínhamos uma vida muito luxuosa. Tínhamos uma propriedade no campo, onde meu pai vivia com sua segunda esposa, e uma linda mansão, e eu cresci nessas duas casas.

 CHARLES: Que idade tinha então?

EVA: Meus pais se divorciaram quando eu ainda era muito pequena e quase não tenho lembranças de quando eles viviam juntos. Desde quando posso me lembrar, eles estavam em litígio judicial e havia um ódio absoluto entre eles, apesar de que naturalmente, eu não tinha consciência disso na época. Eu fui uma criança muito feliz eu somente sentia uma extrema inquietação quando via meus pais juntos. Isso era uma agonia. Por outro lado, minha madrasta e eu convivíamos bem. Ela era uma mulher dura e fria e eu não gostava dela; mas eu acreditava que gostava. Era uma mulher muito elegante. No verão, eu vivia três meses com meu pai, bem como no Natal e na Páscoa, o tempo restante eu passava, em Viena com minha mãe.

CHARLES: Como era o ambiente religioso nessa época?

EVA: Nenhum. Não havia nenhum. Meus pais, nem um nem o outro eram ateus; eles acreditavam em Deus, mas não falavam sobre isso. Havia uma orientação cristã, mas não havia uma educação religiosa.

CHARLES: Naquele tempo, qual era a sua concepção de Deus?

EVA: Não tinha nenhuma. Eu não pensava sobre isso.

CHARLES: Teve algum pressentimento ou aviso antecipado de algo excepcional acontecendo.

EVA: De maneira alguma! (rindo) Isso, dizendo muito pouco. Eu era, ao contrário, muito mundana. Nada espiritual. Estava completamente voltada para o exterior. Eu ria disfarçadamente, quando qualquer um falava sobre fenômenos psíquicos. De certa modo eu era muito superficial.

CHARLES: Quais eram, suas primeiras aspirações então?

EVA: Eu queria ser bailarina e comecei dançar ballet em criança. No inicio, ainda muito jovem, comecei a representar na escola. Meu pai era muito perfeccionista nessas coisas. Ele disse que, se eu não fosse uma bailarina ou artista qualquer de primeira classe, era melhor não ser nada… Desista durante dois anos. Se seu caminho é o de ser uma grande bailarina, você vai reiniciar o ballet. Não fiz isso, portanto penso que não era essa a minha vocação.

CHARLES: Com certeza dança hoje em dia. Lembra-se de ter tido, com pouca idade, algum sonho marcante?

EVA: Sim, mas não era nenhum prenúncio de tarefa ou algo assim. Isso veio depois.

CHARLES: Lembra-se de algum acontecimento de maior importância em sua infância que lhe causou impacto? O divórcio poderia ser um deles.

EVA: Realmente, o impacto era o constante clima de ódio entre meus pais, o processo judicial, a pensão alimentícia e a absoluta alienação entre meu pai e minha mãe. Esse era o clima constante, mas de alguma maneira consegui me acostumar a isso. Me adaptei a isto. Não podia nem mesmo imaginar um outro tipo de vida Em certo sentido, eu era como meus irmãos mais velhos e minha irmã. Havia uma considerável diferença de idade entre nós. Eles eram mais velhos do que eu e sofreram muito mais. Sabe, eles ainda se lembravam de quando meu pai e mãe viviam juntos, e isso foi muito dolorido para eles. Eles tiveram um trauma maior do que eu. Eu nem mesmo me lembrava deles (juntos). Por isso digo, que é melhor ter pais divorciados quando esses não se entendem, do que ficarem juntos por causa da criança. É um clichê tão bobo ficarem juntos por causa dos filhos. Isso não faz sentido.

CHARLES: Quantos anos você tinha quando teve o primeiro sinal de mudança ou de alguma coisa acontecendo?

Eva: Não foi uma mudança. Eu ainda era muito jovem, final da adolescência talvez. A mãe de uma amiga minha era espírita e fazia o jogo do copo. E nós fizemos. Foi no sul da França. Fizemos para nos divertir, e o copo começou mesmo a se mexer e a dar respostas. Eu não entendia, na época. Era “brincadeira de criança” e nós não sabíamos mesmo que estávamos brincando com fogo! No meio do dia estávamos na cabana de uma das garotas. A mesa se jogou contra mim e quase me bateu no estômago. Eu sei, não havia como ser um truque; fiquei muito desconfiada. Olhamos embaixo da mesa, mas havia somente estas duas outras garotas e eu. Este é o único fenômeno que eu lembro. E aí, eu não fazia ideia do que pudesse ter causado aquilo. Eu realmente não acreditava em espíritos. Eu não fazia ideia do que pudesse ter causado aquilo. Perguntava para as pessoas que sabiam mais a respeito e contava a eles o ocorrido. Perguntava para eles: “O que é isto? O que fez com que a mesa se movesse?” Ninguém conseguiu me dar uma resposta inteligente. Isto foi durante a guerra e eu não pensei mais a respeito. Então aquilo voltou bem mais tarde. Na primeira vez em que estive na Suíça, depois de ter estado nos Estados Unidos. Foi em 1952.

CHARLES: Aconteceu depois que veio para a América? Como veio aos Estados Unidos?

EVA: O pai de meu primeiro marido, Herman Broch, também era um escritor famoso. Ele nos deu um “visto por perigo”, porque estávamos na França durante a ocupação*. Foi antes

de casarmos. Casamos quando viemos para cá. Assim cheguei na América. Isso foi em 1941…em seguida casamos. E eu me tornei cidadã* durante a ocupação**.

*cidadã – refere-se a tornar-se cidadã americana

**refere-se a ocupação alemã da França.

CHARLES: OK. E quando você voltou para a Suíça o que aconteceu? Você diz ter tido escrita automática.

Eva: Em 1951, que foi mais ou menos um ano antes, eu estava em Zurique com a minha mãe, a minha irmã e o homem com quem eu vivia, o André, um príncipe russo com quem eu tive uma relação intensa, embora nós não tenhamos nos casado porque ele não conseguiu obter o divórcio. Minha mãe nos disse que tinha uma amiga, era médium, e talvez nós quiséssemos ir vê-la. Eu disse: “OK. Vamos lá. Vai ser divertido… como ir ao cinema.” Então ela disse: “Você tem que prometer levar a sério e não rir!” E foi assim que eu fui! (risadas) Estava toda preparada para rir. Foi muito interessante, me afetou, e eu percebi que não se tratava de uma coisa para rir. Havia algo em mim que me dizia para levar aquilo a sério. E eu escutei; e aí começaram estas palestras em transe. Acontecia de vez em quando, mas eu nunca tinha a menor ideia do acontecido. Era a última coisa que eu queria, mas era interessante. Comecei a ler livros sobre Fenômenos Psíquicos e Comunicação Espiritual. Abri a minha mente para estas possibilidades e me interessei. Aí esta mulher que nos levou até lá falou a respeito de reencarnação. Isto fazia sentido para mim, eu acreditava. Aí, esta mulher falou sobre a escrita automática e coisas do gênero. Ela tinha feito escrita automática uma vez, o que tinha se tornado muito perigoso porque ela não conseguira controlar. Agora, ela estava pronta para fazê-la de novo. Disse que eu poderia começar com ela. Eu disse: “Está bem, eu não tenho nada melhor para fazer!” Sentei-me com ela e ela começou a escrever automaticamente por um tempo. Então comecei a meditar a primeira vez na minha vida. Aí tive uma experiência interessante… Quase que me esqueço disso. Eu estava sentada, meditando, era verão, perto havia uma janela aberta. De repente, pela primeira vez, houve algum tipo de sinal. Isto foi em Zurique, na véspera de ano novo em 1950. Na Suíça, eles tocam todos os sinos de igreja. Foi então que eu senti alguma coisa, um poder incrível, como o poder de Cristo… como se os anjos estivessem lá. Eu não tinha nenhum conceito de tais coisas, mas foi alguma coisa tão forte que me forçou a ajoelhar. Foi incrível! Aí eu deixei isto de lado e esqueci completamente. Aquilo foi como um anúncio das coisas por virem. Este foi o mesmo ano em que eu fui levada à médium, sem saber o significado disto. Então, veio tudo muito rápido. Foi em 1951, início de 1952. Novamente eu estava sentada perto da janela, meditando, no verão. Aconteceram muitas vezes, não apenas aquela. Senti um aroma incrível. Não era nenhum aroma que viesse de nada real. Olhei em volta do lado de fora. Não conseguia nem descrever este aroma. Era um aroma espiritual, mas ao mesmo tempo muito real e terreno. Provocou-me um sentimento tão inacreditável que não consigo descrever. Se for aproximado, era uma combinação de essências de madeira e metal. Era inacreditável. Imagino que os anjos tenham este cheiro. Quando isto me aconteceu, eu fiquei tão confusa. Junto com aquele aroma eu sabia que havia algum significado espiritual e eu deixei o assunto de lado. Aquilo foi muito forte. E então, talvez poucos meses depois daquilo, no verão de 1952, em agosto, eu ainda estava na Suíça, um dia eu estava sentada em casa e a minha mão ficou muito pesada, a minha mão direita. Eu estava sentada com os cotovelos sobre a mesa. Minha mão foi meio que puxada para baixo e começou a mover-se por conta própria. Peguei um lápis e ela se moveu. Fiquei muito entusiasmada. Eu não queria fazer escrita automática, e, ao mesmo tempo, estava fascinada. Não fiz muito, somente algumas linhas na diagonal atravessadas no papel. O fato de alguma coisa mover-se além da minha vontade era entusiasmante, assustador, fascinante, muito intrigante. No dia seguinte eu fui até a mulher que sabia a respeito disto e ela reagiu como se fosse algo trivial. Disse: “OK, você faz escrita automática.” Passei a sentar-me para isto duas ou três vezes por semana.

CHARLES: Você estava recebendo algum tipo de mensagem?

Eva: Vieram muitas escritas diferentes, mensagens. Era apenas um passatempo muito interessante. Jamais me ocorreu que aquilo se tornaria no que se tornou… Jamais me ocorreria em um milhão de anos.

CHARLES: Quando o Guia começou a se manifestar, houve um período em que ele lhe disse que você teria que passar por sua própria purificação antes que pudesse aceitar isto.

Eva: No começo da escrita automática houve muitos testes, muitas entidades diferentes vindo, uma mistura total de níveis… espíritos muito baixos. Tive que aprender a não acreditar no que diziam, que existem muitos perigos, comunicação errada, e a não engolir tudo o que diziam. Com muita frequência eu era tentada a jogar tudo para o lado. “Talvez a Igreja esteja certa, você não deve ter nada a ver com isso é muito confuso.”

Aí surgiram mensagens intermediárias que eram a tal ponto fenomenais, que foram incríveis coisas que eu não tinha como saber, e que se verificou serem verdadeiras. Eram realmente impossíveis, coisas que eu nunca acreditaria que pudessem ser daquele modo. E elas eram verdadeiras. E coisas que eram falsas. Previsões! Embora eu não soubesse, na época, que não se deve preocupar-se com previsões… muitas coisas. Então, aos poucos, eu aprendi a lidar com estas coisas, a questionar estes espíritos, a aprender que muitos deles são simplesmente espíritos baixos e que precisam de ajuda. Mentem como seres humanos, fingem ser o que não são. Levei muito tempo para descobrir isto.

Muito gradualmente, aos poucos, uma vez ou outra, vinha uma escrita que era muito diferente. Mais tarde, fiquei sabendo que era o Guia: aconselhamento fantástico sobre desenvolvimento pessoal. Não vinha muito frequentemente, mas realmente me testava pois estava misturado com estas outras coisas. Foi para mim, neste estágio precoce, um treinamento inacreditável lidar com isto. E havia tanta confusão. Chegou um ponto em que eu decidi que era demais, que não dava para mim. Desisti. Mas quando desisti tive um sentimento ruim, inacreditável, com se a vida tivesse ido embora de mim… como um frio em mim… escuridão em mim… Um sentimento de ter feito alguma coisa errada. Então, depois de dois dias eu retomei e me senti bem com isto. Mais ou menos ao mesmo tempo, a mediunidade auditiva se desenvolveu… não ouvir vozes, como vocês ouvem vozes, mas como se a falação estivesse dentro de mim, não no meu cérebro. Mais tarde isto acabou sendo o meu canal. O primeiro sinal da abertura do canal. Muitas coisas aconteceram em poucos meses. Nestes poucos meses, este aconselhamento incrível, lúcido, sábio, forte eu acho que era o Guia, ele não se identificou disse: “Sim, você tem uma tarefa!” E não me disse nada mais a respeito. O importante é o seu desenvolvimento pessoal. Então, mais tarde, na palestra falou-me diretamente o que eu tinha que fazer para enfrentar os meus problemas, dando-me guiança sobre como trabalhar comigo mesma.

CHARLES: Então você meio que tinha as palestras em microcosmos antes de chegarem… dentro de você!

Eva: Uma revisão diária… meu próprio canal escrevendo todas as noites… revisão diária. E sobre o que eu escrevia, as respostas vinham escrita automática e que direção tomar a respeito. Outra coisa: fui logo informada de que eu saberia mais do que esta outra mulher e que não precisava mais dela, embora precisasse porque eu não deveria fazer isto sozinha. “Você não deve fazer isto sozinha. É uma lei… uma lei Espiritual!”

CHARLES: Aterramento?

Eva: Sim, e o fato de que há decepções às vezes. É muito envolvente e você pode ser completamente pego nisto. Aí esta mesma voz, esta guiança, me disse que quando eu tivesse feito um aterramento suficiente na minha purificação, algumas outras pessoas seriam guiadas até mim, que também poderiam receber ajuda através deste canal e que me ajudariam me dando apoio e ficando comigo durante os transes e coisas do gênero. Naquela época foi em 1952 o André e eu íamos voltar para os Estados Unidos. Ele tinha perdido o emprego com uma exportadora e não havia nenhuma razão lógica para presumir que voltaríamos para a Suíça porque ele precisava de um emprego e não se conseguia emprego para cidadãos americanos na Europa. Então o único jeito era voltar para os Estados Unidos. No que eu escrevia, vieram estas previsões incríveis. Naquele tempo eu ficava desconfiada com previsões. “Você voltará num futuro próximo porque precisa de treinamento. Haverá certas fases em que você precisará voltar.” Foi uma daquelas coisas. Eu a rejeitei completamente. Deixei de lado. Bem, no outono de 1952 nós voltamos para os Estados Unidos. Eu queria retomar porque tinha tido o estúdio de dança antes o qual tivera de abandonar quando fomos para a Europa.

CHARLES: Quer dizer que você estava dando aulas?

Eva: Não havia motivo pelo qual eu não devesse me sustentar, mas aí eu recebi esta mensagem: “Agora é hora de esquecer completamente a escrita automática qualquer tipo de fenômenos; você tem que se concentrar completamente no seu próprio desenvolvimento e não fazer nada mais. Você não deve nem trabalhar por este curto período de tempo.” Eu disse: “Como? Não é justo!” E o André foi muito bom a este respeito, ele aceitou. Então eu me concentrei realmente por um ano e meio mais ou menos; totalmente concentrada no meu próprio caminho. O canal só funcionava para isto. Somente me dizia tudo o que eu precisava a meu respeito. É por isto que quando eu ouço falar de pessoas que recebem mensagens fabulosas, como a Ann White, mas que não se trabalham, fico muito desconfiada. Então, depois de um ano e meio de treinamento muito intensivo, pela primeira vez eu recebi o sinal verde: “O primeiro sinal verde vai ser dado a você agora. Você não tem que sair procurando ninguém… ele virá.” Eis que eu e uma velha amiga nos encontramos e falamos sobre estas coisas. Eu não recebi um convite, eu não fazia ideia. Ela me disse: “O quê? Você pode fazer isto? Poderia escrever isto para mim?”

Isto foi na cidade de Nova Iorque entre 1952 e 1954. No início de 1954, ela teve algumas sessões com o seu pai. Ela veio e eu fiz a escrita automática e nenhuma da coisas que vieram tinha nada a ver com fenômenos. Cada vez mais o que eu escrevia se direcionava a ajudar as pessoas com o seu próprio caminho. Este foi o início do canal. O André estava procurando emprego. Um dia ele conseguiu uma oferta do Marquis de Cuevas Ballet. Sendo originalmente o Ballet de Monte Carlo, eram muito famosos em Paris. O

Marquis era o marido da Margaret Rockfeller. Eram bons amigos do André que tinha este nível de “alta sociedade” em sua casa. O Cuevas o convidou para ser gerente deste ballet em Paris. Por toda a minha vida eu sempre estive a margem de dançar, primeiro com o Harkness Ballet e agora com o Marquis de Cuevas Ballet. Era tão engraçado, como se tivesse talvez um dia sido o meu caminho, mas não nesta vida. De qualquer forma, o André recebeu esta proposta muito interessante para ir para Paris como gerente do Cuevas. De um dia para o outro, nos vimos de volta à Europa. Eu havia esquecido completamente que isto era o que tinha sido previsto. Ficávamos um pouco em Paris, indo e vindo de Zurique. Então o André começou a viajar muito com eles e eu me vi, de alguma forma, de volta a Zurique, onde eu havia estado antes. Foi lá que o meu treinamento, a minha mediunidade continuou. Fui guiada a uma outra moça, que também era uma amiga, que passou a fazer as sessões comigo. Ela também canalizava e nós nos encontrávamos com regularidade; entramos nisto.

Então um dia veio a mensagem: “Esta é a hora certa para você começar a treinar para o transe.” “Eu não consigo entrar em transe, nunca consegui… é impossível!” “Sim, sim, você tem que fazer uma sessão.” Deram-me instruções sobre o que fazer. Falaram-me sobre como abrir mão dos pensamentos, como não pensar, como deixar a minha mente fluir completamente. Disseram-me que eu devia fazer isto duas vezes por semana na presença da outra moça. E depois que fizéssemos isto, haveria sessões em que viria a escrita automática. Cada vez menos estes outros espíritos vinham pois eu realmente tinha aprendido a controlar e a discriminar. A guiança ou o Guia vinham na escrita automática. Eu nunca tinha pensado que entraria num transe; eu estava tão “lá”. Acho que eu apenas perseverei. Aí, depois de um ano e meio de sessões, consegui entrar em transe. Profundo relaxamento. De qualquer forma, a primeira vez que entrei em transe, nenhuma voz veio e eu apenas fiquei em transe. Foi um sentimento incrível, e daquela vez em diante eu consegui fazê-lo sem dificuldade. Então, na segunda vez que entrei em transe, veio a voz. Desde então, ela veio. Isto foi por volta do fim do outono de 1956.

CHARLES: Quem eram as pessoas do seu meio que deram suporte, que escutaram?

Eva: Naquela época, havia se formado um pequeno grupo em Zurique. Esta moça que mencionei aos poucos trouxe os outros seis, oito a dez pessoas e estes vinham com regularidade. Nos encontrávamos mais ou menos uma vez por semana para uma sessão com o Guia e ele lhes dava instruções. Foi por volta do fim da primavera de 1956 e início do outono. Uma das mensagens do Guia foi: “Quando você voltar para os Estados Unidos um grupo se formará. Mais tarde, outras pessoas virão e elas serão o núcleo do grupo que se formará em definitivo para a tarefa que você cumprirá.” Não dava nem para começar a inventar a coisa, é tão forçado. Logicamente a voz não me disse nada sobre a vastidão da coisa. Eu pensei que o faria como um passatempo… para amigos, sabe. Por diversão, por interesse não achava que isto seria a minha vocação. Aí, voltamos aos Estados Unidos em 1956 e este grupo realmente se formou. Lembro-me muito bem quem eram as pessoas.

CHARLES: Quem eram?

Eva: Bem, você não os conhece. Havia entre seis e oito pessoas que se reuniam e eu lhes dava uma sessão de transe a cada duas semanas. Foi isto, sabe. Foi assim que começou.

CHARLES: Obrigado. Agora eu posso passar para perguntas recentes. Por exemplo, o quevocê pode dizer sobre a energia que você sente agora do Guia em comparação à energia que sentia na época?

Eva: Energia inacreditavelmente mais forte… Inacreditável. Não há comparação. Fica sempre mais forte, cada vez mais pura.

CHARLES: Deve haver um sentimento tremendo quando você entra em transe. Tem alguma maneira de você descrevê-lo?

Eva: É muito difícil colocar este sentimento em palavras. Sabe, as pessoas geralmente pensam em transe como sendo alguma coisa inconsciente e isto não é verdade. Pode haver estados de transe em que se fica realmente adormecido. Não é o caso. Não é que eu não fique consciente, fico superconsciente. Não sei se isto faz algum sentido: é uma super focalização da consciência. Esta superconsciência é o canal. A minha mente fica fora disto. O que o transe realmente significa é o permitir que outra consciência venha, o que é uma superfocalização uma intensificação da consciência o que soa muito contraditório. Por um tempo muito longo antes de entrar em transe, havia sempre uma pequena ansiedade que tinha a ver com o tempo em que eu recebia coisas sem sentido ou não recebia nada o que criava dúvidas a meu próprio respeito. No momento em que eu consegui entregar, entregar para a vontade de Deus, perdi aquela ansiedade e agora me sinto muito confiante. O que é realmente prazeroso é quando saio do transe. O sentimento é de uma tremenda realização e existe um tremendo fluxo de energia nova.

CHARLES: Só para mudar de assunto um pouquinho. Alguém me contou que, a única vez que você cancelou uma palestra do Guia foi quando um dos gatos morreu. Você poderia falar sobre isto? Também sobre a sua relação com a Psyque. Existe um significado para isto.

Eva: Isto é engraçado. É verdade.

CHARLES: É surpreendente: aconteça o que acontecer, você está lá.

Eva: Sim. Bem, no dia em que o gato morreu eu estava muito aborrecida. Eu adoro os meus gatos e tenho uma relação muito especial com eles e deduzi pelos meus sonhos que os meus gatos têm uma representação simbólica muito forte para mim. Os meus antigos gatos: o Patsy era o macho e a Micky a fêmea; e o Patsy morreu. De alguma forma aquilo foi o aviso do fim da minha relação com o André, que foi muito doloroso. Mas é claro que eu não sabia disso, quando aconteceu. Eu apenas vivi o luto pelo Patsy! Se você me perguntar sobre a relação entre os meus gatos e os meus sonhos… Bem, o Patsy era o princípio masculino e a Micky era o princípio feminino em mim. Foi muito interessante. Logo depois que eu conheci o John, a Micky morreu. E aí eu ganhei a Psyque. Quando a Micky morreu eu sabia que simbolicamente era a minha feminilidade antiga que já estava doente, e então morreu. A minha nova feminilidade e renascimento vieram com a Psyque. Ela era muito mais bonita e vibrante do que a Micky. Você tirou uma foto dela.

CHARLES: Sim, eu tenho a foto. Eu gostaria de perguntar: Parece-me que você teve três encruzilhadas na sua vida. Uma: a vinda do Guia. Segunda: a operação, e a terceira, a sua recente mudança de voz, o que abriu a sua receptividade. Se você pudesse falar sobre estes três pontos.

Eva: O Guia já falou sobre isto. Houve um outro ponto importante por volta da época da operação. Esta foi a crise mais importante da minha vida, e foi uma encruzilhada incrível no meu Caminho. Os místicos falam sobre “a noite escura da alma”. Foi o fim da relação com o André, que foi muito doloroso. Aí eu tive muitos problemas com as pessoas ao meu redor naquele momento… o Walter Heller, a Anne Heller, a Rose… pessoas que você não conhece.

CHARLES: Lembro deles.

Eva: Alguns deles você conhece. Tive muita discórdia com eles e muitas coisas negativas aconteceram. Eles eram realmente os pilares que haviam me sustentado! E a discórdia foi muito, muito dolorosa. De repente, me vi sozinha!

CHARLES: Isto parece a Queda.

Eva: Aí, foi quando o Patsy morreu, tudo aconteceu junto: um incrível enfrentamento das minhas próprias dúvidas sobre o meu canal e o seu significado. Enfrentei muitas dúvidas que eu tinha sobre a Fé. Foi muito difícil para mim enfrentar isto. Eu fiz; tive que enfrentar. Sabe, a Jane Roberts descreve isto também. De onde vem isto… Testes! Foi muito doloroso. Depois, a minha operação. É claro que eu pensei que era o fim da minha vida como mulher. Aconteceu tudo ao mesmo tempo. Eu tive sonhos premonitórios a respeito, na ocasião: sonhos tremendos, grandes, o que foi um período de total inquietação, de testes na minha vida. Digo que se eu não tivesse passado por testes, o Caminho nunca teria se desenvolvido.

CHARLES: Isto parece o teste final!

Eva: Sim. Primeiro o canal começou e as pessoas vieram e foi bom, e palestras adoráveis iniciaram e a ajuda foi dada. Embora num primeiro momento a ajuda tenha sido dada numa sessão de transe pois eu não tinha o conhecimento de uma helper. Aprendi a ser uma helper nas sessões de transe, quando recebia o Guia. Isto aconteceu durante um tempo, então vieram estes testes! A enorme revolução… A noite escura. Aí eu saí daquilo e foi isso.

CHARLES: E agora? A voz é uma nova mudança.

Eva: Começou na primavera, em maio do ano passado. Eu tive uma vivência incrível de Cristo no Centro. Eu contei para você. Depois disso, a energia ficou incrível. Aí, eu peguei o vírus e o carreguei durante meses; não conseguia me livrar dele. A laringite aconteceu há dois meses e está realmente entrando em um nível de uma nova energia. Mas não está horrível como da outra vez.

CHARLES: Está mais suave. Como é que o John entra nisso tudo?

Eva: O John entra através dos Alpert. O Bert Alpert era paciente do John. Ele veio um dia até o John. Trouxe vinte palestras e disse: “conheço uma médium que tem um canal fantástico.” E quando o John ouviu a palavra médium ele quis ficar fora disto. Ele tinha muitas dúvidas. Mas o Bert disse: “Leia estas palestras.” Aí o John disse: “OK.” Então ele leu as palestras e ficou totalmente entusiasmado e disse que era incrível: era o que ele vinha procurando durante toda a sua vida. Disse: “Era tudo carne e não tinha batatas!” foi esta a expressão que usou. Aí pediu o meu endereço para o Bert. Escreveu para mim; lembro-me com clareza. Voltei de Harkness no dia 4 de julho de 1966 e encontrei a carta do John Pierrakos: “Sou um psiquiatra de Nova Iorque e o material é muito incrível e eu gostaria de comprar todas as palestras e gostaria de falar com você.” Foi assim que o conheci.

CHARLES: Foi assim que ele veio às palestras.

Eva: Sim

CHARLES: E aí, posso perguntar quando foi que começou o romance?

Eva: Pode perguntar, não é nenhum segredo. Ele escreveu a carta e eu respondi e dei a informação de que as palestras estavam disponíveis e que, se ele quisesse me ligar, seria um prazer falar com ele. Então ele me ligou e nós marcamos um horário. E eu lembro que José me ajudou a reunir todas as palestras; não sei quantas palestras havia, talvez cento e cinquenta. Preparamos todas as palestras e o John apareceu lá. De imediato eu tive uma incrível simpatia por ele. E começamos a conversar e ele me falou da sua vida. Aí falou que sentia que tinha traído Reich. Era o tipo da coisa que se diria no Caminho. Eu disse: “Meu Deus!” Eu gostara tanto dele. Disse: “Este homem é incrível.” Depois eu soube que ele era casado e disse para mim mesma: “Esqueça isto, é ridículo.” Foi como uma vivência subliminar. Havia um tipo de familiaridade a respeito, uma sensação de que era isto! E ainda assim, o meu consciente dizia: “esqueça!”.

CHARLES: Parece uma tremenda reciprocidade.

Eva: Havia tanta identificação, tanto entendimento. Ele era exatamente como o homem que eu estava procurando, com a restrição de que era casado. Eu estava indo embora para Watchhill. E ele disse: “Vamos nos encontrar quando você voltar, eu gostaria de falar mais um pouco com você. E eu também gostaria muito de participar de uma sessão com o Guia e quero perguntar muitas coisas.”

Ah, esqueci, houve uma outra coisa muito interessante. Mais ou menos um ano antes eu conheci uma mulher inglesa que lia mãos (geralmente eu não me interesso nem um pouco por isso) cujo nome era Diane Elliot. Ela me foi recomendada pela Rebecca Harkness. Ela me falou: “Vai nesta mulher, ela é fantástica.” Ela tinha um pequeno apartamento no Carnegie Hall onde, mais tarde, recebemos as palestras durante um tempo. Fui até ela. Isto foi um ano ou dois antes de eu conhecer o John. Ela era uma mulher linda, muito espiritualizada. Assim que Diane entrou na sala ela não me conhecia de Adam me falou a respeito do meu canal espiritual. Disse: “Você tem uma energia fantástica.” Depois disso ela leu as palestras. Aí ela olhou as minhas mãos e me falou coisas fantásticas sobre o meu passado, absolutamente tudo. Então, disse: “Você vai conhecer um psiquiatra neste verão que está muito envolvido com campos de energia e é muito científico. Ele não está só praticando a psiquiatria, mas está muito envolvido com os aspectos científicos da energia. E ele é viúvo e vocês vão se casar e ter uma relação fantástica, um casamento muito bonito. Quando você voltar deste verão você vai conhecer este homem e terá uma conversa com ele.” (Isto foi em 1962-63) “e você vai achar a conversa com ele a mais estimulante que já teve.” E, é claro, eu tinha esperado este homem, e ele não tinha aparecido: 1963 nada, 1964 nada, 1965 nada. Eu disse: “Esqueça isto, não faz sentido.” Desisti; esqueci completamente o assunto. Disse: “Você não pode acreditar nestas previsões.” Ela era ótima no que se referia ao passado, mas não ao futuro. Eu ainda não acredito em previsões do futuro, mas uma vez que outra acontece. Então, de qualquer forma, eu tirei isto da minha cabeça. Aí, quando eu vi o John a Segunda vez, passamos uma tarde juntos e conversamos. No final da conversa ele disse: “Bem, esta foi a conversa mais estimulante que já tive!” E eu disse: “Ai, meu Deus, o que foi que você disse?” E ele: “Qual é o problema? Você não concorda?” Eu disse: “Sim.” Eu não queria dizer nada a ele: eu ficava pensando o tempo todo: ele é casado! Esqueça! Assim, conversamos e jantamos juntos e marcamos um horário para uma sessão com o Guia. Ele perguntou: “Quanto você cobra? Eu quero trabalhar com você. Preciso desta ajuda.” Minha voz interior me disse: “Se você se envolver com ele como profissional, nunca poderá haver nada entre nós.” E aí eu disse: “Não quero isto. Não cobro nada. Eu também quero aprender com você.” Era isto mesmo que eu queria dizer, mas era uma voz interior: “Se ele vier como profissional vai ser o fim, eu sei disso! O meu sentimento era tão forte, e ainda assim o meu mental dizia: “ele é casado, esqueça isto!” Então ele participou de uma sessão com o Guia e, na sessão com o Guia foi informado de que um dos seus problemas era ser muito infeliz em seu casamento que não tinha saída. Esta foi a primeira vez que eu me abri para ele. E foi assim que começou.

CHARLES: Que bonito! Mais uma coisa que eu gostaria de perguntar: Arosa. Sei que tem um significado especial, imagino a palavra “arising” do inglês. ( N.T.: arising= que surge, emergente) Qual é o significado para você? E para todos nós em Arosa? Você não costumava ir lá quando jovem?

Eva: Eu não ia à Arosa quando era jovem. Em 1963 a minha mãe morreu. Enquanto ela ainda era viva, de 1961 a 1963, eu ia à Arosa todos os verões com a minha irmã para visitá-la. Combinávamos a visita com as férias. E em 1963 ela morreu. E aí, de alguma forma eu tive a ideia de, ao invés de irmos lá no verão, poderíamos ir nas férias de inverno esquiar. Então, em 1965, fomos à Arosa no inverno. Gostei tanto de lá que não consigo comparar a nenhum outro lugar. É cheia de paz, é bonita, é ensolarada e tem mil vantagens que outros lugares não têm. Eu fui fisgada. Naquele tempo, para mim, era um tempo de férias necessário para descanso, reabastecimento e regeneração.

Todas as férias eram sempre uma preparação para uma nova fase no Pathwork e em mim mesma. Então eu fui lá em 1965 e 1966 com a Miana. Em 1967 eu já conhecia o John, mas é claro que ele não foi ele nunca tinha esquiado na sua vida. Durante os anos que eu o conheci, fui lá sem ele. Eu tinha uma coisa que eu queria mostrar aquilo para ele, queria compartilhar com ele. Mas quando eu falava para ele, ele não se interessava. Sendo da Grécia, serra e neve não tinham nenhum significado para ele. Mas eu sabia que seria incrível se ele visse aquilo. Em 1969 foi a primeira vez que ele foi. Foi também nesta época que ele deixou a sua primeira esposa e veio morar comigo. Aí ele viu, começou a esquiar, teve aulas. Depois de umas dez aulas ele começou a gostar. O tédio inicial tinha acabado. Depois, em 1970, fomos lá juntos sozinhos. Acho que a Miana estava lá também e depois apareceu o meu irmão para nos visitar. Foi uma experiência incrivelmente profunda para mim em todos os níveis: a beleza externa e interna a regeneração interior espiritual e a preparação para coisas novas. Então desejamos poder dividir isto com amigos. Assim, o Bill e a Clare, o Bert e a Moira foram os primeiros a ir. Foi assim que começou. Acho que eles foram a primeira vez em 1971 ou 1972, não tenho muita certeza.

Todos os anos tem uma abertura. E todos os anos alguma coisa nasce lá, como o Centro.

CHARLES: Eu poderia dizer que quando ouço a estória fico estupefato, pasmo com os potenciais de cada um de nós. É uma estória realmente inspiradora e me enche de poder.

Eva: Eu lhe digo que não conseguiria nem ser justa porque é tão difícil de explicar. O começo, e o tatear, e o quanto eu não sabia nada na época. Na verdade, muitas destas coisas eu tive que aprender de maneira árdua, por tentativa e erro. Eu acho que quando as pessoas sentem ciúme de mim porque eu tenho o Guia e acham que eles poderiam sentar e fazer o mesmo eles não fazem a mínima ideia. Muito embora, com certeza, é muito mais fácil para eles agora do que foi para mim então, porque o Caminho está esboçado e eles têm a ajuda. No início, no entanto, houve muitos testes e muitas coisas pelas quais passar. Mas valeu a pena mil vezes. Eu faria tudo de novo até as coisas mais difíceis. Pelo que é.

CHARLES: O que me impressiona é a ideia de dar pequenos passos. É impressionante como você deu passos muito pequenos sem fazer ideia da distância a que chegaria.

Eva: Nenhuma!

CHARLES: Mas você levou tudo a cabo. Eu lembro quando eu comecei no Pathwork, há treze ou quatorze anos atrás, senti que ele tinha atingido o seu apogeu, sabe. A cada palestra eu dizia: “É isso! É isso!”

Eva: Depois de cinco anos eu disse: agora nós temos tudo. Eu não sabia o que mais o Guia poderia dizer. Não conseguia imaginar o que mais poderia ser dito.

CHARLES: Há uma citação famosa de um poeta que não lembro o nome. Ele disse: “Pessoas como você deveriam viver mil anos.”

Eva: Que amor! Obrigada.

Fonte: http://www.pathworksp.com.br/saibamaiseva.php

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